Síndrome do Piriforme


Descrita como dor glútea associada à ciatalgia secundária à compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme.

Cerca de 5% dos casos de lombalgia, dor glútea e dor irradiada no aspecto posterior no membro inferior são associadas à síndrome.

Contudo, existe controvérsia na definição da síndrome, visto que grande parte dos pacientes com esse diagnóstico não exibe alterações neurológicas clínicas ou eletroneuromiográficas.

Pode ser atribuída também à mialgia do piriforme, decorrente de sua fraqueza relativa em relação à musculatura glútea.

síndrome do piriforme

O exame clínico frequentemente demonstra dor à palpação proximal à espinha isquiática, na região da incisura isquiática maior, sobre o músculo piriforme, frequentemente endurecido em relação ao lado não acometido.

Os testes clínicos descritos são o Freiberg, o Pace, o Beatty e o Faduri.

Por se tratar de diagnóstico de exclusão, outras causas de neuropatia devem ser pesquisadas. Nesse contexto, a neurografia por ressonância magnética surge como uma importante opção diagnóstica.

Nessa técnica usam-se cortes de 1 mm, de alta resolução, com sequências ponderadas em T1 e T2 com supressão de gordura, que permitem a avaliação completa do nervo ciático, desde a sua formação pelas raízes lombossacras até seu trajeto pela região glútea e pela coxa.

Dessa forma pode ser evidenciada a estrutura anatômica exata responsável pela compressão do nervo.

O tratamento é baseado no alongamento e fortalecimento muscular dos rotadores externos do quadril e dos glúteos.

Casos refratários após seis semanas de reabilitação podem ser submetidos à infiltração de corticoide, anestésico ou toxina botulínica.

A liberação cirúrgica do piriforme – aberta ou endoscópica – é citada por alguns autores em séries de caso pequenas e deve ser indicada com cautela após exclusão de outros diagnósticos mais frequentes de ciatalgia.

© 2014 Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

DEPOIMENTO

"Os cursos online são infinitamente mais produtivos, pois temos a chance de vermos várias vezes e temos uma formação teórica muito melhor. Este tipo de curso deve ser incentivado na fisioterapia, a qual quase não possui sites disponibilizando. Espero que o site Valéria Figueiredo continue oferecendo mais e mais cursos online."
Rodolfo Campos, São Luís-MA

CONHEÇA NOSSOS CURSOS